19/12/2025

LECC e GEMS promoveram a roda de conversa “Pensar nagô: pela práxis disruptiva da linguagem hegemônica” na CPM/ECO

LECC e GEMS promoveram a roda de conversa “Pensar nagô: pela práxis disruptiva da linguagem hegemônica” na CPM/ECO

Para encerrar as atividades do segundo semestre de 2025, o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC-UFRJ) e o Grupo de Estudos Muniz Sodré sobre Relações Raciais (GEMS/LECC/UFRJ) celebraram o mês da Consciência Negra com a roda de conversa “Pensar nagô: pela práxis disruptiva da linguagem hegemônica”, no auditório da CPM/ECO-UFRJ.

Estiveram presentes os pesquisadores Muniz Sodré, professor emérito da UFRJ; Paulo Victor Melo, pesquisador auxiliar no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, do Instituto Universitário de Lisboa (CIES/ISCTE); e Cristiano Henrique Ribeiro dos Santos, diretor da ECO/UFRJ, coordenador e pesquisador do LECC-UFRJ. A mediação foi liderada por Zilda Martins, professora colaboradora da ECO/UFRJ e pesquisadora do LECC-UFRJ.

Durante o debate, Paulo Victor Melo falou sobre a comunicação antirracista e suas múltiplas possibilidades ao refletir sobre as comunidades indígenas, território em que são criadas tecnologias com as próprias ferramentas, tais como o bambu drone e o tripé de bambu. Ele ressaltou a importância da comunicação comunitária. Muniz Sodré falou sobre o conceito Pensar Nagô, título de seu livro homônimo, em que busca descolonizar o pensamento hegemônico. Refletiu sobre fundamentos do candomblé, citando as raízes e as folhas, numa analogia com a arkhé - termo filosófico grego de origem e destino. Já Cristiano Henrique Ribeiro dos Santos falou sobre religiões de matriz africana, com narrativas de experiência estética de uma linguagem antirracista a partir do Candomblé.

O encontro se limitou a um pequeno número de inscritos - presencial -, mas também foi transmitido on-line, e pode ser acessado no YouTube da ECO/UFRJ, confira aqui.